sexta-feira, 11 de agosto de 2017

E está quase, quase...


Ainda tenho trabalho que faz parecer que esta contagem está a invertida, mas a verdade é que está quase... E, este ano, vou ter mesmo férias! Vou, na primeira semana descansar, estar com a melhor amiga, com a sobrinha do coração e aproveitar a amizade, o tempo, as conversas e tudo o que nos distância na "normalidade" de uma vida sempre a correr... Vou para o sol e calor em terras do sul!
Depois, na segunda semana, vou para o canto oposto de Portugal, rumo ao norte, para estar numa terra que em faz sempre muito bem, com pessoas muito especiais e renovar as energias para mais um ano pastoral.

Bolos e Bolinhos #16

E porque o sobrinho meio faz anos (como é que se passaram 15 anos?) quase colado a mim, fiz mais um bolinho... Este bem fresquinho a chamar o verão!





(e, mais uma vez as fotos estão uma bela porcaria!)

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Bolos e Bolinhos #15

Este bolo tem uma história que começa assim:

"Tia, vais dar-te ao trabalho de fazer um bolo para ti?" 
By sobrinho M.
(Resposta: No dia 28/09 vou pensar se me dou ao trabalho de fazer um bolo para ti!)

Pois é, fiz anos. E, este ano, contrariando a tradição de ter um bolo de compra, ou feito à pressa pela mão maravilhosa da minha mãe simplesmente porque eu não o fiz ou não o planeei ou não o desejei mas, depois a ocasião assim o exige, fiz o meu próprio bolo. Não fiz festa. Não fiz nada de especial. Mas, fiz um bolo diferente (tal como eu!) e fiz questão de ter as pessoas importantes comigo... Foi um dia muito bonito, que começou muito bem acompanhada e que deu para fazer muita coisa, entre beijos, abraços, mensagens, telefonemas e muito carinho daqueles que me são muito... E, sou tão grata por isso!
O pobre do sobrinho não está habituado a ver-me "gastar tempo" com coisas para mim... Mas acho que o devo fazer mais vezes, pois até acho que o tempo gasto com o meu bolo valeu muito a pena, certo?

Apresento-vos assim, o meu bolo de aniversário: bolo de limão, intercalado com bolo de espinafres com receio de mascarpone e kiwis, coberto com creme manteiga e decorado ao natural com eras e catos (do jardim), amoras, framboesas, mirtilos, bombons de licor beirão e macarrons... 







Nota: A pouca qualidade das fotos não mostra o quão bonito (e bom!) estava o bolo e também não mostra o "vistão" que o prato de pé alto fazia. :)

quarta-feira, 12 de julho de 2017

"A Doçura da Chuva"

Lembram-se deste post?
A sede de leitura e a história apaixonante do livro agarrou-me de tal modo que já li o livro todo! E era capaz de o ler de novo e já de seguida!!! :) lool... Pela primeira vez na vida li um livro assim quase sem tempo para respirar! Comecei a leitura na sexta-feira à tarde, passei o fim-de-semana com o livro agarrado a mim, para ir lendo em cada bocadinho... na segunda-feira o sono era de tal ordem que não consegui ler praticamente nada e ontem - pufff!!! - acabei o livro. Cerca de 480 páginas lidas num pequeno ápice... 
Um romance simples, fácil de ler, muito bonito e com  - o melhor de tudo! - personagens muito especiais que nos tocam no coração (quase chorei em alguns momentos!). Com uma escrita despojada de floreados, muito cinematográfica, mas ao mesmo tempo muito mágica, doce, cheia de ternura, repleta de frases e mensagens cheias de sentimento e delicadeza, que ajudam muito a refletir... Não sabia quando o comprei que ia "conhecer a história de pessoas especiais". Pessoas essas que eu tanto amo e que tantas e tantas vezes procuro cuidar...
Adorei! Adorei este livro, a história, as personagens e também o estilo de escrita da autora, que me era desconhecida.  Foi um livro e uma história que me sensibilizou profundamente e que possivelmente não irei esquecer. Será um dos livros da minha vida, sem dúvida! 
Num livro, gosto de uma história emotiva, com uma mensagem bonita, enternecedora, que nos prenda às personagens e que dê vontade de ler antecipadamente o fim (não o fiz! mas confesso que estive tentada umas tantas vezes!!!). E “A Doçura da Chuva” tem todos estes ingredientes e mais uns tantos.
É uma bonita história de amor, que para além de ser possível de se viver, nos faz sentir o intensificar-se, ao longo do tempo da história, aquele amor vivido pelas personagens... Mas, depois, este livro é muito mais do que uma simples e bonita história de amor! É bem mais que isso! Tem mensagens soberbas, desde a forma como devemos encarar a vida, a alegria que devemos ter nas coisas mais simples, o que nos dá ou não felicidade, o modo como vemos e agimos perante os outros que nos rodeiam e - especialmente - o modo como tratamos as "pessoas especiais", e é aqui que a história me apanha por completo!!! Porque conheço pessoalmente a realidade "de pessoas especiais", senti que esta história podia ensinar muito aos que desconhecem este mundo mágico... Eu sei que é real o facto de, muitas vezes, o  único desejo dessas pessoas é serem aceites, poderem lutar por aquilo em que acreditam, sem ser rebaixados e assim serem felizes! 
Depois este livro também nos dá a conhecer a forma como devemos encarar os obstáculos e certos contratempos que vão surgindo nas nossas vidas e que muitas vezes vão mesmo para além da nossa possibilidade de solução e, por isso temos invariavelmente que os aceitar, pois como a autora afirma “Temos de nos reconciliar com os obstáculos que não conseguimos derrubar. Admitir que fazem parte de algo que não foi desenhado por nós e que nem sempre podemos alterar.”
Relativamente às personagens gostei de ambos os protagonistas. Ben é uma pessoa com um coração do tamanho do mundo, um homem como há poucos. Ele tem um irmão mais novo com Síndrome de Down e tudo fará pelo irmão. Este amor incondicional deu-lhe, ao longo da vida, várias amarguras. Mas ainda assim Joey é a sua prioridade perante tudo e todos! Ele tem uma quinta repleta de trabalhadores, contratados e - muito importante! - remunerados que são "pessoas especiais", ele dá-lhes uma oportunidade de casa e trabalho, cuida deles e trata-os de uma forma muito bonita: como pessoas dignas, capazes e, mais... como seus amigos! 
Esta história, para além da história de amor principal - entre Ben e Kara - dá-nos ainda a conhecer uma outra história de amor: a do Ben pelo irmão e por todas as pessoas que estão na sua quinta, mostrando-nos assim um amor sem precedentes, onde todos são capazes de tudo pelo outro, desde que tivesse ao seu alcance... Neste aspecto a história, volta novamente a ser possível de se viver nos dias de hoje. (desde que todos olhem para a pessoa e não para as diferenças!)
Kara, a outra protagonista, teve uma infância algo atribulada, com excesso de peso, uma gaguez e toda uma imposição para o perfecionismo de uma menina que para além de muito rica tinha que ser perfeita. Tudo isto leva-a a ter uma auto-estima mais em baixo, o que a obriga a ter que ser forte e por isso lutar pelo que acredita com unhas e dentes. Ela enfrenta os problemas de cabeça erguida, tem uma vontade exagerada de ajudar o próximo e de lutar por um mundo melhor (ainda que seja apenas um bocadinho do mundo!).
Os restantes personagens, os ditos especiais, são Mac, Lily, Joey e mais uns tantos habitantes do Rancho Thocco achei-os maravilhosos, com uma força soberba e de um realismo tal que podia perfeitamente cruzar-me com eles em alguns lugares que frequento! E mais, - muito importante! - a autora teve o cuidado de ressalvar que todos são portadores de capacidades incríveis! Não são apenas portadores da doença, são acima de tudo portadores de capacidades únicas! Mais uma vez se pode aprender com este livro e com estas pessoas, pois elas mostram-nos que haja apenas força de vontade e conseguimos alcançar Tudo. O termo "especiais" para estas pessoas tão bem retratadas no livro, é realmente o melhor para os descrever. E eles dão importantes lições de vida!
“A Doçura da Chuva” é assim mais do que uma história de amor, de perseverança, de sonhos, é uma bonita lição de vida, de aceitação "do diferente" e de esperança... Em suma um livro que me fez rir, e quase chorar. Sentir pena e raiva por certas personagens serem tão parecidas com as da realidade. Fez-me ficar agarrada à história, arrepiar-me e acreditar nesta grande verdade: "A vida é fugaz. A vida é preciosa. Temos de gozar cada momento. A sensualidade de respirar, de sentir, de querer."
Recomendo vivamente!!!