quarta-feira, 12 de julho de 2017

"A Doçura da Chuva"

Lembram-se deste post?
A sede de leitura e a história apaixonante do livro agarrou-me de tal modo que já li o livro todo! E era capaz de o ler de novo e já de seguida!!! :) lool... Pela primeira vez na vida li um livro assim quase sem tempo para respirar! Comecei a leitura na sexta-feira à tarde, passei o fim-de-semana com o livro agarrado a mim, para ir lendo em cada bocadinho... na segunda-feira o sono era de tal ordem que não consegui ler praticamente nada e ontem - pufff!!! - acabei o livro. Cerca de 480 páginas lidas num pequeno ápice... 
Um romance simples, fácil de ler, muito bonito e com  - o melhor de tudo! - personagens muito especiais que nos tocam no coração (quase chorei em alguns momentos!). Com uma escrita despojada de floreados, muito cinematográfica, mas ao mesmo tempo muito mágica, doce, cheia de ternura, repleta de frases e mensagens cheias de sentimento e delicadeza, que ajudam muito a refletir... Não sabia quando o comprei que ia "conhecer a história de pessoas especiais". Pessoas essas que eu tanto amo e que tantas e tantas vezes procuro cuidar...
Adorei! Adorei este livro, a história, as personagens e também o estilo de escrita da autora, que me era desconhecida.  Foi um livro e uma história que me sensibilizou profundamente e que possivelmente não irei esquecer. Será um dos livros da minha vida, sem dúvida! 
Num livro, gosto de uma história emotiva, com uma mensagem bonita, enternecedora, que nos prenda às personagens e que dê vontade de ler antecipadamente o fim (não o fiz! mas confesso que estive tentada umas tantas vezes!!!). E “A Doçura da Chuva” tem todos estes ingredientes e mais uns tantos.
É uma bonita história de amor, que para além de ser possível de se viver, nos faz sentir o intensificar-se, ao longo do tempo da história, aquele amor vivido pelas personagens... Mas, depois, este livro é muito mais do que uma simples e bonita história de amor! É bem mais que isso! Tem mensagens soberbas, desde a forma como devemos encarar a vida, a alegria que devemos ter nas coisas mais simples, o que nos dá ou não felicidade, o modo como vemos e agimos perante os outros que nos rodeiam e - especialmente - o modo como tratamos as "pessoas especiais", e é aqui que a história me apanha por completo!!! Porque conheço pessoalmente a realidade "de pessoas especiais", senti que esta história podia ensinar muito aos que desconhecem este mundo mágico... Eu sei que é real o facto de, muitas vezes, o  único desejo dessas pessoas é serem aceites, poderem lutar por aquilo em que acreditam, sem ser rebaixados e assim serem felizes! 
Depois este livro também nos dá a conhecer a forma como devemos encarar os obstáculos e certos contratempos que vão surgindo nas nossas vidas e que muitas vezes vão mesmo para além da nossa possibilidade de solução e, por isso temos invariavelmente que os aceitar, pois como a autora afirma “Temos de nos reconciliar com os obstáculos que não conseguimos derrubar. Admitir que fazem parte de algo que não foi desenhado por nós e que nem sempre podemos alterar.”
Relativamente às personagens gostei de ambos os protagonistas. Ben é uma pessoa com um coração do tamanho do mundo, um homem como há poucos. Ele tem um irmão mais novo com Síndrome de Down e tudo fará pelo irmão. Este amor incondicional deu-lhe, ao longo da vida, várias amarguras. Mas ainda assim Joey é a sua prioridade perante tudo e todos! Ele tem uma quinta repleta de trabalhadores, contratados e - muito importante! - remunerados que são "pessoas especiais", ele dá-lhes uma oportunidade de casa e trabalho, cuida deles e trata-os de uma forma muito bonita: como pessoas dignas, capazes e, mais... como seus amigos! 
Esta história, para além da história de amor principal - entre Ben e Kara - dá-nos ainda a conhecer uma outra história de amor: a do Ben pelo irmão e por todas as pessoas que estão na sua quinta, mostrando-nos assim um amor sem precedentes, onde todos são capazes de tudo pelo outro, desde que tivesse ao seu alcance... Neste aspecto a história, volta novamente a ser possível de se viver nos dias de hoje. (desde que todos olhem para a pessoa e não para as diferenças!)
Kara, a outra protagonista, teve uma infância algo atribulada, com excesso de peso, uma gaguez e toda uma imposição para o perfecionismo de uma menina que para além de muito rica tinha que ser perfeita. Tudo isto leva-a a ter uma auto-estima mais em baixo, o que a obriga a ter que ser forte e por isso lutar pelo que acredita com unhas e dentes. Ela enfrenta os problemas de cabeça erguida, tem uma vontade exagerada de ajudar o próximo e de lutar por um mundo melhor (ainda que seja apenas um bocadinho do mundo!).
Os restantes personagens, os ditos especiais, são Mac, Lily, Joey e mais uns tantos habitantes do Rancho Thocco achei-os maravilhosos, com uma força soberba e de um realismo tal que podia perfeitamente cruzar-me com eles em alguns lugares que frequento! E mais, - muito importante! - a autora teve o cuidado de ressalvar que todos são portadores de capacidades incríveis! Não são apenas portadores da doença, são acima de tudo portadores de capacidades únicas! Mais uma vez se pode aprender com este livro e com estas pessoas, pois elas mostram-nos que haja apenas força de vontade e conseguimos alcançar Tudo. O termo "especiais" para estas pessoas tão bem retratadas no livro, é realmente o melhor para os descrever. E eles dão importantes lições de vida!
“A Doçura da Chuva” é assim mais do que uma história de amor, de perseverança, de sonhos, é uma bonita lição de vida, de aceitação "do diferente" e de esperança... Em suma um livro que me fez rir, e quase chorar. Sentir pena e raiva por certas personagens serem tão parecidas com as da realidade. Fez-me ficar agarrada à história, arrepiar-me e acreditar nesta grande verdade: "A vida é fugaz. A vida é preciosa. Temos de gozar cada momento. A sensualidade de respirar, de sentir, de querer."
Recomendo vivamente!!! 

Só porque sim #17


"As pessoas querem fazer parte de algo maior, algo mais profundo do que elas próprias. Algo pelo qual valha a pena viver, valha a pena morrer. Algo tão maravilhoso que estão dispostas a correr o risco de serem chamadas loucas, o risco de nadarem sozinhas nas águas mais escuras, determinadas a mergulhar nas profundezas para encontrarem algo especial, algo que possa durar para sempre."

"A Doçura da Chuva"

segunda-feira, 10 de julho de 2017

#66 Frase da Semana


"Não há caminhos fáceis nem caminhos desconhecidos para a amizade entre homens e mulheres. Todas as danças emocionais são instintivamente organizadas e todas as reações sexuais são previsíveis"

in A doçura da Chuva

#4 Aos fins-de-semana acontece!

Este fim-de-semana tinha tudo para ser um pacato fim-de-semana, e foi. Mas, foi também um grande fim-de-semana, diferente de todos os outros, mas não menos feliz...
A sexta-feira ao final do dia, é aquele dia em que a rotina é, quase sempre, a mesma: psicóloga com o meu puto, compras e depois das 21h ou tenho qualquer coisa na agenda ou vou para casa jiboiar. Esta, não foi diferente! Apenas não me demorei no supermercado e iniciei a leitura do livro que tinha adquirido durante a semana (paixão!!!). Depois? Jiboiar com um livro ao som da chuva.
No sábado dormi um pouco mais, fui fazer análises e a uma consulta (com a minha mãe), pequeno almoço reforçado e a tarde foi passada entre algumas lidas da casa e a leitura frenética d"A doçura da Chuva". Jantei fora no Festival do Pão, evento já muito característico aqui pelos meus lados :) Coloquei um pouco da conversa em dia com as amigas, cusquices e alguns planos... Casa e leitura!
O domingo foi a pastelar na cama, Eucaristia ao meio-dia na paróquia vizinha, almoço, uma breve sesta, leitura e um "café" com a melhor amiga*, seguido de missa de Crisma, reunião do grupo e a ida até ao festival para ver Ala dos Namorados!
Pelos intervalos disto tudo destaca-se a leitura de um livro que tem muito a ver comigo e algumas conversas que fazem pensar!!!

(*Tenho a minha melhor amiga a viver longe, e por isso, nem sempre o tempo e a correria das nossas vidas nos permite estar juntas fisicamente. Muitas vezes as conversas por telm ou msg são insuficientemente pouco e, assim o tempo vai avançando sem que tenhamos de facto "tempo" para cuidar desta amizade tão importante. Ontem senti-a em baixo, cansada e triste... Também o fiquei! Preocupo-me jenuinamente com ela e com a sua felicidade e sei que é um sentimento mutuo... Este fim-de-semana ela voltou a dizer-me coisas muito duras, mas verdadeiras! A amizade verdadeira é assim!!! Agradeço tanto que haja quem me mande estas palavras duras, de preocupação, censura e até de alerta pois de facto não posso adiar para sempre as coisas...)

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Vem aí o tempo da leitura!!!

Sempre gostei de ler, houve uma altura em que gostava mesmo muito de ler, por consequência passei a ler muito e, às vezes conseguia até ler dois e três livros ao mesmo tempo, sem nunca me perder nas histórias e adorava. Férias escolares incluíam sempre leitura! Acho que quando era pequena essa leitura foi um pouco imposta, pois a minha mãe sempre gostou e gosta, leu e lê muitos livros... Mas depois, eu própria já não me via nas férias sem um livro: Natal, Páscoa e, principalmente, no verão era tempo de devorar livros. 
Há uns tempos atrás - quiçá anos! - deixei de o conseguir fazer, os livros mantinham-se na mesinha de cabeceira mas a leitura, essa foi passando para outros planos... até que numa limpeza drástica ao quarto arrumei os livros numa prateleira (não na estante dos livros!) para os ir lendo e hoje até já estão mesmo na estante. :( Claro que, no meu quarto, continuam a existir livros na mesinha de cabeceira: a Bíblia sagrada, o You Cat, este ano alguns marianos, o guia do catecismo... E, é claro, que eu continuo a ler muito! Mas agora leio esse tipo de livros, jornais diários, blogues e trinta por uma linha que se leia! Mas, um bom livro, daqueles grossos com letras miudinhas e uma história que me agarre? Esse não leio há imenso tempo... O último que li - completo! - acho que foi por altura em que fiz 30 anos: "O problema não és tu sou eu" de Ana Garcia Martins, e lembro-me que na altura o resolvi ler por ser assim uma coisa "piquena, leve e engraçada" e pronto!

Mas, as coisas mudaram! Há uns dias que sempre que passava pela feira do livro no hipermercado mais próximo, umas vozinhas gritavam por mim, implorando que eu parasse e, sobretudo, que os levasse para casa... Andei a ver títulos, ler prefacios e ontem o primeiro que agarrei, comprei!!! O título por si só já me fazia "sonhar", li a contracapa e era um romance... 
Nunca tinha lido nenhum livro daquela autora, mas parecia-me bem, o nome não era de todo desconhecido e não pensei duas vezes. Pronto! "A doçura da Chuva" vive agora no meu quarto, na minha mesa de cabeceira e já li algumas páginas... Este verão vou retomar a leitura!