sexta-feira, 11 de agosto de 2017

E está quase, quase...


Ainda tenho trabalho que faz parecer que esta contagem está a invertida, mas a verdade é que está quase... E, este ano, vou ter mesmo férias! Vou, na primeira semana descansar, estar com a melhor amiga, com a sobrinha do coração e aproveitar a amizade, o tempo, as conversas e tudo o que nos distância na "normalidade" de uma vida sempre a correr... Vou para o sol e calor em terras do sul!
Depois, na segunda semana, vou para o canto oposto de Portugal, rumo ao norte, para estar numa terra que em faz sempre muito bem, com pessoas muito especiais e renovar as energias para mais um ano pastoral.

Bolos e Bolinhos #16

E porque o sobrinho do meio faz anos (como é que se passaram 15 anos?) quase colado a mim, fiz mais um bolinho... Este bem fresquinho a chamar o verão!





(e, mais uma vez as fotos estão uma bela porcaria!)

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Bolos e Bolinhos #15

Este bolo tem uma história que começa assim:

"Tia, vais dar-te ao trabalho de fazer um bolo para ti?" 
By sobrinho M.
(Resposta: No dia 28/09 vou pensar se me dou ao trabalho de fazer um bolo para ti!)

Pois é, fiz anos. E, este ano, contrariando a tradição de ter um bolo de compra, ou feito à pressa pela mão maravilhosa da minha mãe simplesmente porque eu não o fiz ou não o planeei ou não o desejei mas, depois a ocasião assim o exige, fiz o meu próprio bolo. Não fiz festa. Não fiz nada de especial. Mas, fiz um bolo diferente (tal como eu!) e fiz questão de ter as pessoas importantes comigo... Foi um dia muito bonito, que começou muito bem acompanhada e que deu para fazer muita coisa, entre beijos, abraços, mensagens, telefonemas e muito carinho daqueles que me são muito... E, sou tão grata por isso!
O pobre do sobrinho não está habituado a ver-me "gastar tempo" com coisas para mim... Mas acho que o devo fazer mais vezes, pois até acho que o tempo gasto com o meu bolo valeu muito a pena, certo?

Apresento-vos assim, o meu bolo de aniversário: bolo de limão, intercalado com bolo de espinafres com receio de mascarpone e kiwis, coberto com creme manteiga e decorado ao natural com eras e catos (do jardim), amoras, framboesas, mirtilos, bombons de licor beirão e macarrons... 







Nota: A pouca qualidade das fotos não mostra o quão bonito (e bom!) estava o bolo e também não mostra o "vistão" que o prato de pé alto fazia. :)

quarta-feira, 12 de julho de 2017

"A Doçura da Chuva"

Lembram-se deste post?
A sede de leitura e a história apaixonante do livro agarrou-me de tal modo que já li o livro todo! E era capaz de o ler de novo e já de seguida!!! :) lool... Pela primeira vez na vida li um livro assim quase sem tempo para respirar! Comecei a leitura na sexta-feira à tarde, passei o fim-de-semana com o livro agarrado a mim, para ir lendo em cada bocadinho... na segunda-feira o sono era de tal ordem que não consegui ler praticamente nada e ontem - pufff!!! - acabei o livro. Cerca de 480 páginas lidas num pequeno ápice... 
Um romance simples, fácil de ler, muito bonito e com  - o melhor de tudo! - personagens muito especiais que nos tocam no coração (quase chorei em alguns momentos!). Com uma escrita despojada de floreados, muito cinematográfica, mas ao mesmo tempo muito mágica, doce, cheia de ternura, repleta de frases e mensagens cheias de sentimento e delicadeza, que ajudam muito a refletir... Não sabia quando o comprei que ia "conhecer a história de pessoas especiais". Pessoas essas que eu tanto amo e que tantas e tantas vezes procuro cuidar...
Adorei! Adorei este livro, a história, as personagens e também o estilo de escrita da autora, que me era desconhecida.  Foi um livro e uma história que me sensibilizou profundamente e que possivelmente não irei esquecer. Será um dos livros da minha vida, sem dúvida! 
Num livro, gosto de uma história emotiva, com uma mensagem bonita, enternecedora, que nos prenda às personagens e que dê vontade de ler antecipadamente o fim (não o fiz! mas confesso que estive tentada umas tantas vezes!!!). E “A Doçura da Chuva” tem todos estes ingredientes e mais uns tantos.
É uma bonita história de amor, que para além de ser possível de se viver, nos faz sentir o intensificar-se, ao longo do tempo da história, aquele amor vivido pelas personagens... Mas, depois, este livro é muito mais do que uma simples e bonita história de amor! É bem mais que isso! Tem mensagens soberbas, desde a forma como devemos encarar a vida, a alegria que devemos ter nas coisas mais simples, o que nos dá ou não felicidade, o modo como vemos e agimos perante os outros que nos rodeiam e - especialmente - o modo como tratamos as "pessoas especiais", e é aqui que a história me apanha por completo!!! Porque conheço pessoalmente a realidade "de pessoas especiais", senti que esta história podia ensinar muito aos que desconhecem este mundo mágico... Eu sei que é real o facto de, muitas vezes, o  único desejo dessas pessoas é serem aceites, poderem lutar por aquilo em que acreditam, sem ser rebaixados e assim serem felizes! 
Depois este livro também nos dá a conhecer a forma como devemos encarar os obstáculos e certos contratempos que vão surgindo nas nossas vidas e que muitas vezes vão mesmo para além da nossa possibilidade de solução e, por isso temos invariavelmente que os aceitar, pois como a autora afirma “Temos de nos reconciliar com os obstáculos que não conseguimos derrubar. Admitir que fazem parte de algo que não foi desenhado por nós e que nem sempre podemos alterar.”
Relativamente às personagens gostei de ambos os protagonistas. Ben é uma pessoa com um coração do tamanho do mundo, um homem como há poucos. Ele tem um irmão mais novo com Síndrome de Down e tudo fará pelo irmão. Este amor incondicional deu-lhe, ao longo da vida, várias amarguras. Mas ainda assim Joey é a sua prioridade perante tudo e todos! Ele tem uma quinta repleta de trabalhadores, contratados e - muito importante! - remunerados que são "pessoas especiais", ele dá-lhes uma oportunidade de casa e trabalho, cuida deles e trata-os de uma forma muito bonita: como pessoas dignas, capazes e, mais... como seus amigos! 
Esta história, para além da história de amor principal - entre Ben e Kara - dá-nos ainda a conhecer uma outra história de amor: a do Ben pelo irmão e por todas as pessoas que estão na sua quinta, mostrando-nos assim um amor sem precedentes, onde todos são capazes de tudo pelo outro, desde que tivesse ao seu alcance... Neste aspecto a história, volta novamente a ser possível de se viver nos dias de hoje. (desde que todos olhem para a pessoa e não para as diferenças!)
Kara, a outra protagonista, teve uma infância algo atribulada, com excesso de peso, uma gaguez e toda uma imposição para o perfecionismo de uma menina que para além de muito rica tinha que ser perfeita. Tudo isto leva-a a ter uma auto-estima mais em baixo, o que a obriga a ter que ser forte e por isso lutar pelo que acredita com unhas e dentes. Ela enfrenta os problemas de cabeça erguida, tem uma vontade exagerada de ajudar o próximo e de lutar por um mundo melhor (ainda que seja apenas um bocadinho do mundo!).
Os restantes personagens, os ditos especiais, são Mac, Lily, Joey e mais uns tantos habitantes do Rancho Thocco achei-os maravilhosos, com uma força soberba e de um realismo tal que podia perfeitamente cruzar-me com eles em alguns lugares que frequento! E mais, - muito importante! - a autora teve o cuidado de ressalvar que todos são portadores de capacidades incríveis! Não são apenas portadores da doença, são acima de tudo portadores de capacidades únicas! Mais uma vez se pode aprender com este livro e com estas pessoas, pois elas mostram-nos que haja apenas força de vontade e conseguimos alcançar Tudo. O termo "especiais" para estas pessoas tão bem retratadas no livro, é realmente o melhor para os descrever. E eles dão importantes lições de vida!
“A Doçura da Chuva” é assim mais do que uma história de amor, de perseverança, de sonhos, é uma bonita lição de vida, de aceitação "do diferente" e de esperança... Em suma um livro que me fez rir, e quase chorar. Sentir pena e raiva por certas personagens serem tão parecidas com as da realidade. Fez-me ficar agarrada à história, arrepiar-me e acreditar nesta grande verdade: "A vida é fugaz. A vida é preciosa. Temos de gozar cada momento. A sensualidade de respirar, de sentir, de querer."
Recomendo vivamente!!! 

Só porque sim #17


"As pessoas querem fazer parte de algo maior, algo mais profundo do que elas próprias. Algo pelo qual valha a pena viver, valha a pena morrer. Algo tão maravilhoso que estão dispostas a correr o risco de serem chamadas loucas, o risco de nadarem sozinhas nas águas mais escuras, determinadas a mergulhar nas profundezas para encontrarem algo especial, algo que possa durar para sempre."

"A Doçura da Chuva"

segunda-feira, 10 de julho de 2017

#66 Frase da Semana


"Não há caminhos fáceis nem caminhos desconhecidos para a amizade entre homens e mulheres. Todas as danças emocionais são instintivamente organizadas e todas as reações sexuais são previsíveis"

in A doçura da Chuva

#4 Aos fins-de-semana acontece!

Este fim-de-semana tinha tudo para ser um pacato fim-de-semana, e foi. Mas, foi também um grande fim-de-semana, diferente de todos os outros, mas não menos feliz...
A sexta-feira ao final do dia, é aquele dia em que a rotina é, quase sempre, a mesma: psicóloga com o meu puto, compras e depois das 21h ou tenho qualquer coisa na agenda ou vou para casa jiboiar. Esta, não foi diferente! Apenas não me demorei no supermercado e iniciei a leitura do livro que tinha adquirido durante a semana (paixão!!!). Depois? Jiboiar com um livro ao som da chuva.
No sábado dormi um pouco mais, fui fazer análises e a uma consulta (com a minha mãe), pequeno almoço reforçado e a tarde foi passada entre algumas lidas da casa e a leitura frenética d"A doçura da Chuva". Jantei fora no Festival do Pão, evento já muito característico aqui pelos meus lados :) Coloquei um pouco da conversa em dia com as amigas, cusquices e alguns planos... Casa e leitura!
O domingo foi a pastelar na cama, Eucaristia ao meio-dia na paróquia vizinha, almoço, uma breve sesta, leitura e um "café" com a melhor amiga*, seguido de missa de Crisma, reunião do grupo e a ida até ao festival para ver Ala dos Namorados!
Pelos intervalos disto tudo destaca-se a leitura de um livro que tem muito a ver comigo e algumas conversas que fazem pensar!!!

(*Tenho a minha melhor amiga a viver longe, e por isso, nem sempre o tempo e a correria das nossas vidas nos permite estar juntas fisicamente. Muitas vezes as conversas por telm ou msg são insuficientemente pouco e, assim o tempo vai avançando sem que tenhamos de facto "tempo" para cuidar desta amizade tão importante. Ontem senti-a em baixo, cansada e triste... Também o fiquei! Preocupo-me jenuinamente com ela e com a sua felicidade e sei que é um sentimento mutuo... Este fim-de-semana ela voltou a dizer-me coisas muito duras, mas verdadeiras! A amizade verdadeira é assim!!! Agradeço tanto que haja quem me mande estas palavras duras, de preocupação, censura e até de alerta pois de facto não posso adiar para sempre as coisas...)

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Vem aí o tempo da leitura!!!

Sempre gostei de ler, houve uma altura em que gostava mesmo muito de ler, por consequência passei a ler muito e, às vezes conseguia até ler dois e três livros ao mesmo tempo, sem nunca me perder nas histórias e adorava. Férias escolares incluíam sempre leitura! Acho que quando era pequena essa leitura foi um pouco imposta, pois a minha mãe sempre gostou e gosta, leu e lê muitos livros... Mas depois, eu própria já não me via nas férias sem um livro: Natal, Páscoa e, principalmente, no verão era tempo de devorar livros. 
Há uns tempos atrás - quiçá anos! - deixei de o conseguir fazer, os livros mantinham-se na mesinha de cabeceira mas a leitura, essa foi passando para outros planos... até que numa limpeza drástica ao quarto arrumei os livros numa prateleira (não na estante dos livros!) para os ir lendo e hoje até já estão mesmo na estante. :( Claro que, no meu quarto, continuam a existir livros na mesinha de cabeceira: a Bíblia sagrada, o You Cat, este ano alguns marianos, o guia do catecismo... E, é claro, que eu continuo a ler muito! Mas agora leio esse tipo de livros, jornais diários, blogues e trinta por uma linha que se leia! Mas, um bom livro, daqueles grossos com letras miudinhas e uma história que me agarre? Esse não leio há imenso tempo... O último que li - completo! - acho que foi por altura em que fiz 30 anos: "O problema não és tu sou eu" de Ana Garcia Martins, e lembro-me que na altura o resolvi ler por ser assim uma coisa "piquena, leve e engraçada" e pronto!

Mas, as coisas mudaram! Há uns dias que sempre que passava pela feira do livro no hipermercado mais próximo, umas vozinhas gritavam por mim, implorando que eu parasse e, sobretudo, que os levasse para casa... Andei a ver títulos, ler prefacios e ontem o primeiro que agarrei, comprei!!! O título por si só já me fazia "sonhar", li a contracapa e era um romance... 
Nunca tinha lido nenhum livro daquela autora, mas parecia-me bem, o nome não era de todo desconhecido e não pensei duas vezes. Pronto! "A doçura da Chuva" vive agora no meu quarto, na minha mesa de cabeceira e já li algumas páginas... Este verão vou retomar a leitura!

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Vou falar do assunto do momento!!!

Os gémeos do Ronaldo... :)


Não há quem não comente, quem não critique, quem não atire pedras, quem não tenha qualquer pequena malvadez para dizer... Já eu, digo o seguinte: esta foto derrete-me o coração! Ah e tal, foi tirada porpositadamente para isso, para derreter corações e vender revistas e dar que falar e encher a net de falatório e blá, blá, blá... Pois, sim! Mas, que está amorosa ninguém pode negar. Certo?
Eu, mais do que ninguém, acho que é importante as crianças terem uma mãe, uma mãe é muito importante ao lado das crianças! A figura de "mãe" é um pilar fundamental no crescimento e na vida das crianças. Mas, eu também sei, que mais do que isso o importante é que as crianças sejam felizes! E, quantas não são as crianças infelizes neste mundo? Quantas crescem com más mães? Se, estes dois anjinhos lindos forem felizes, para mim isso já me chega! E, pelo que se vê do outro filho que o Ronaldo tem, não parece que os vá tornar infelizes, tratar mal ou não cuidar com todo o amor que eles necessitam. Não me parece que seja um mau pai. E, não falo do dinheiro que ele tem!
Depois, aprofundando um pouco mais o assunto, há outras coisas e questões mais sérias que se podem levantar... Questões relacionadas com a dita "compra" dos bebés por este pai que até parece ser um grande pai; com todo o mediatismo a que as crianças vão estar sempre expostas e com mais uma data de "ses", "para quês" e "porquês" que se podem fazer... Mas, na minha humilde opinião, há uma inquietação que me desconcentra! Principalmete quando olho para as fofuras destes dois seres tão pequeninos... Não sei, se tem a ver com o facto de eu ser mulher, mas a mim faz-me muita confusão essa "coisa" das barrigas de aluguer. Uma mulher gerar vida como se fosse um robot de cozinha? Vou gerar um filho para o entregar a outro/outros... Tipo uma encomenda de um bolo, de um bacalhau com natas ou um arroz de pato... Bolas!!! Vai com "a encomenda" um pouco daquela mulher!!! Foram gerados no seu seio... carregou-os 9 meses... soube que estavam bem... e que iam ser dois... e sentiu-os mexer... e crescer... e levam o seu ADN... e o seu sangue... e... e... e... E teve-os para dar!!! Corrijo, Vender!!! Para mim era mais simples dar ou vender um rim ou outro orgão assim do género, que não me fizesse falta, agora um Filho!? Enquanto mulher não percebo a opção das mulheres que são barrigas de aluguer...

Mas, em relação à foto e aos bebés (já disse que são lindos? E super fofos?) só desejo e espero que sejam muito felizes!!!

#38 Conversas

 - Tu fazes o quê?
 - Agora nada! :)
 - Ah ah ah... Não, a sério o que fazes profissionalmente?
 - Porquê?
 - Curiosidade. Trabalhas com pessoas, atendes pessoas, ouves pessoas?
 - Não. Nem por isso... Porquê? Sou secretária...
 - Oh! A sério? Que pena, és tão comunicativa.

"Não te apaixones por mim!" - É uma ordem!

Um dia, algures perdido (ou não!) na minha história de vida, numa idade e com um alguém que só eu sei, disse algo que de muito me arrependi, até hoje! Disse a "um amigo" que eu era má pessoa para ele se apaixonar, que o ia magoar, fazer sofrer e que por favor que esquecesse essa ideia tola de gostar de mim, porque eu só lhe ia fazer mal e era muito menos do que aquilo que ele merecia... E, dai em diante, esforcei-me ao máximo para ser o mais distante e fria para que ele me "largasse". E, assim aconteceu. Mas, eu não sabia nada do que estava a dizer...
Aquela forma simples e sincera com que ele me disse aquela que era uma das verdades mais bonitas da minha vida, assustou-me tanto que eu reagi a quente (como fazia sempre, na altura!). E assim acabei por não ter aquele que podia ter sido o amor mais verdadeiro de sempre...
Hoje lembrei-me disso ao ler o seguinte texto, algures neste mundo de palavras soltas que é a Internet:

"Não te apaixones por mim...
Porque eu vou mandar-te mensagens lamechas a toda a hora e sem motivos lógicos: de bom dia, de boa noite... e vou escrever-te quando não conseguir dormir e estiver a pensar em ti.
Vou oferecer-te flores... vou enviar-te bombons... fazer-te surpresas e todos os dias surpreender-te com algo novo e apaixonado...

Não te apaixones por mim...
Porque eu vou ter sempre saudades tuas, nossas... e vou fazer questão de te mostrar na presença e na ausência o quanto gosto de ti. Vou ser meticuloso com os detalhes, vou preocupar-me contigo e querer cuidar de ti para sempre. Cuidar de ti e cuidar-te como se fosses única...

Não te apaixones por mim...
Porque eu nunca te vou mentir... e vou querer dar-te tudo, partilhar cada pormenor da minha vida e dos meus dias contigo. Vou recordar todas as datas importantes e também todas as outras, como o dia em que nos conhecemos, o teu aniversário, o do cão, do gato e do periquito... vou lembrar-me de cada mensagem trocada... cada carinho... cada sorriso... cada gesto... cada beijo... cada respirar teu... cada suspiro nosso...

Não te apaixones por mim...
Porque eu vou olhar para ti de uma forma sempre nova e especial, vou olhar-te todos os dias de um modo único e sempre mais apaixonado... Vou reparar no detalhe mais subtil... e vou acha-lo inigualável. Provavelmente vou escrever sobre ele, sobre ti... sobre nós. Vou fazer questão de que sintas diariamente o que representas para mim...

Não te apaixones por mim...
Porque eu vou aceitar todos os teus defeitos e vou fazer de tudo para trazer ao de cima só o melhor de ti... virtudes que tu própria não aceitas... coisas que não conheces... vou fazer de ti a pessoa única e especial que és hoje para mim.

Não te apaixones por mim...
Porque eu vou ser diferente de todas as pessoas que já conheceste... e vou mostrar-te da forma mais simples, mais verdadeira, mais pura, mas também a mais intensa possível o que é o amor... o que é ser amada... o que é seres a minha amada.

Não te apaixones por mim...
Porque mesmo magoada, zangada, triste e revoltada... mesmo nos silêncios e nas ausências... nos momentos em que tu mesmo já não te suportares...  eu vou estar do teu lado, sempre disponível para ti...

Se achas que não estás à altura de algo tão sublime... se não te consideras merecedora de sentimentos tão nobres como a paixão, a amizade, o carinho, a sinceridade, a simplicidade, a originalidade, a cumplicidade... E o maior sentimento de todos, aquele que sinto sem freio nem medida: O AMOR então, por favor... Não te apaixones por mim!"


terça-feira, 27 de junho de 2017

Sobre o amor...

O amor dessa menina com seu irmão órfão que tem Síndrome de Down é verdadeiramente emocionate!



Pessoas especiais :)

Tenho-as assim como que em saquinhos de "ar fresco" na minha vida... Podem não ser muitas, mas são-me muito! Algumas pertencem ao hoje, outras ao ontem e, quero muito acreditar, que no amanhã muitas mais irei conhecer... Muitas dessas pessoas surgiram na minha vida num momento inesperado, mas soube logo que vinham para ficar, outras estiveram apenas instantes e guardo-as para sempre... A grande maioria sabe que lhes devo muito, mas há também quem nem saiba o quanto me marcou... A verdade é que aquilo que hoje sou é muito do reflexo do que essas pessoas são ou foram para mim, do carinho que me têm e do que fazem comigo, do exemplo e apoio incondicional que são na minha vida e da bonita história que fazemos juntos... Obrigada!!!
Aos que sabem quem são e a todos os outros...


segunda-feira, 12 de junho de 2017

Para ler nas entrelinhas

Ontem de manhã cedo, enquanto conduzia e vinha sozinha do Catujal para o Sobreiro, pensava no turbilhão de coisas que têm acontecido... E, após a excelente homilia do meu padre e da agradável surpresa de uma jovem que me diz "eu quero e vou entrar para o grupo e para a jmv" noto como as emoções são tão difíceis de gerir! Emoções muito boas. Mas, difíceis de encontrar as "palavras certas" para as descrever, sem parecer que sou cruel. A verdade é que hoje eu estou certa que o que aconteceu na minha comunidade em novembro foi muito bom! Chorei, sofri, não compreendi e chorei... e passei por uma dor que de cristão nada tinha!!! (Nunca o partilhei por aqui porque estava de tal modo magoada que só queria esquecer aqueles momentos...)
Mas depois, graças à tempestade tive que me reerguer, ser exemplo de paz e perdão, limpar a casa...
Ao refazer o centro local, um dos nossos muitos compromissos era tornar o grupo forte, evidenciar que as diferenças existem e que são boas, passar a ir a mais atividades da JMV e caminharmos sempre unidos com a certeza que estamos no caminho certo! E, depois tivemos as eleições... e a ida o Telhal! E pronto. Depois, tudo o que tem acontecido parece agora fazer e ter um real sentido. Na verdade, se as coisas não tivessem acontecido assim, hoje nada seria possível! Provavelmente não tínhamos ido ao Telhal... nem ao torneio... nem nada estava a ser tão bonito!
Parece cruel! Mas, ainda bem que os outros jovens saíram da JMV, ainda bem que deram a hipótese destes miúdos mostrarem que são de um centro local brutal! Ainda bem que sairam para que haja lugar a mais e melhor... As coisas podiam ter acontecido de outro modo? Sim, podiam. Mas, foram assim. E, é assim que a história hoje nos faz ainda mais felizes!

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Bolos e Bolinhos #14

Hoje são dois os bolos para mostrar neste post!!!
Neste fim-de-semana foi a Profissão de Fé do meu sobrinho mais velho e, embora me tenha comprometido com o bolo para a igreja, tive mesmo que fazer o bolo lá para casa. Simples mas muito bonito, acho!
O bolinho lá de casa foi de laranja com recheio de doce de ovo, amendoa e canela. O da comunidade tinha três sabores com três quatro recheios: limão com marcarpone; limão com doce de ovo; chocolate com frutos silvestres e cenoura com chocolate.




 





#64 Frase da Semana


#3 Aos fins-de-semana acontece!

Mais um fim-de-semana cheio! Cheio de trabalho, de alegrias, emoções, conversas e certezas que assim vale a pena... 
Sexta à noite os compromissos e correria do costume juntos à vontade de estar em todas as frentes, atrasos vários, telemóvel sem bateria... Mas entre todos os stresses acabei por ter uma noite muito agradável e em boa companhia. E isso, é o que mais importa! Estarmos com quem nos faz bem e sermos felizes.
No sábado voltei a ter que madrugar! Gosto muito de dormir. Mas, já percebi que, para fazer todas as toneladas de coisas que me comprometo e que quero mesmo fazer, tenho sempre que prescindir de alguma coisa, pois o tempo definitivamente não dá para tudo. E, por muito que me custe, acordar cedo é a solução quando o dia é realmente pequeno para tudo! E cedo é mesmo cedo: 6:50h!!! Ok. Há pessoas que se levantam bem mais cedo... Mas para mim é um verdadeiro sacrifício... Até porque me tinha deitado perto das quatro e porque ando muito cansada e porque ando com o descanso/sono em défice e, não sei se já disse, mas acordar cedo para mim é mesmo um grande sacrifico.
Depois durante a manhã, fiz um bolo de limão divinal, tomei um simpatico - e merecido! - pequeno almoço  com vista para o mar em família, fiz as compras do mês, descansei 5 minutos no sofá, almocei a correr, E, durante a tarde, voltei à carga e à correria: estive, quase 1 hora, á procura de uma chave que supostamente tinha ganho asas, avancei para a montagem e decoração de um mega bolo (falo dos bolos mais a pormenor no próximo post!) e depois toda uma luta para o acabar "depressa"; Depois ainda ajudei na decoração das flores na Igreja, dobrei guiões para a missa no dia seguinte, dei uma mãozinha na "frase" e voltei, já no dia seguinte, para casa. E imaginem só o que ainda tinha mesmo que fazer??? (...) Decorar um bolo para o meu puto que no dia seguinte faria a profissão de fé! Ufa!!! Mas antes deliciei-me com um bifinho de frango em bolo do caco durante cerca de 10 minutos no sofá e soube-me pela vida toda. Depois coloquei literalmente a mão na massa/pasta de açúcar e era já madrugada fora quando caí redonda na minha cama...
O domingo foi complicado de acordar, de me levantar, de me arrastar para o banho e de sair de casa... Mas, 10 minutos depois tudo passa e há tanto por fazer que se faz e pronto! E pronto: foi com simplicidade e nenhum nervosismo que "o meu puto" fez a Profissão de Fé e que se viveu o momento com uma grande homilia, com um grande pastor a celebrar o momento e com a certeza que, se não forem estes miúdos, a fazer diferente na Igreja e a transmitirem uma fé sempre nova e renovada, a Casa do Pai será sempre um lugar desajustado àquela que é a realidade!
No final, uma pequena peripécia de bichos... Ontem, não dei catequese. Mas, saí da igreja quase à hora habitual. Fui comprar o marisco fresco para o almoço e fui para casa fazer o almoço... :) Sim! Fiz um belo arroz de marisco, comi umas cerejas divinais e, quando planeava a sesta domingueira, lembrei-me de um café que tinha combinado. Confesso que me custou um bocadinho sair de casa, mas foi muito bom!


Fomos beber café, conversar e arrumar ideias... E acabamos por estar "no meio" de um batizado e até tivemos direito a champanhe e bolo, oferecido pelo pai da criança, tendo em conta a nossa simpatia em termos trocado de mesa para eles estarem mais à vontade. Só trocamos de mesa! Mas ainda há pessoas que valorizam pequenos gestos!!! Estas "Jesusincidências" fazem-me sentir tão feliz! E aquela família não podia sequer imaginar que, nós duas - eu e a B. - estivemos ali, maioritariamente a falar da igreja e da fé onde Eles, momentos antes tinham introduzido o seu filho. Que bonito!!!
A conversa foi muito positiva e necessária... Aos 18 puder ter a capacidade e a humildade de pedir a alguém mais velho (eu!!!) para a ouvir e ajudar a arrumar algumas ideias só pode ser sinal de que ainda há jovens muito bons e capazes de fazer mais e melhor, não só pela igreja, mas também pelo mundo. Saber que se tem responsabilidades e que temos que ser exemplo para os outros, que Deus nos criou em harmonia com tudo o que existe para a felicidade plena, preocupar-se com os que estão à nossa volta, estar de coração cheio com a homilia que se ouviu de manhã e tanto, tanto mais... faz-me - de novo - ficar extremamente orgulhosa por ter ajudado "um ser" assim a crescer!!!
Depois a noite terminou com a reunião do grupo, com uma catequese diferente que não foi mais do que um validar de tudo o que eu já sabia e que sentia. Ontem, em dia de Espírito Santo, pude senti-lo na minha vida verdadeiramente, como naquela manhã de pentecostes e como em tantas outras...
E, como o Z.P. ontem nos dizia, quando passamos por certas coisas que nos marcam profundamente temos dificuldade de arranjar palavras para o que foi aquele momento e o que se sentiu... Ontem e este fim-de-semana foi assim! Amém.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Tia em desespero #12

Já não escrevo por aqui sobre o "meu ratinho" desde junho de 2015, data em que recordava que as coisas estavam francamente melhores na escola e que o sucesso era o caminho... Hoje este caminho está mais largo e possível de percorrer. Mas, a vida vai ter sempre altos e baixos e o meu pobre bichinho sabe bem disso! 
Já soa estranho ser e, sobretudo, dizer "o meu ratinho" pois ele está francamente maior que eu... O que é feito dos 800 gramas de gente que eu conheci um dia? Não sei se devia, mas tenho tantas saudades desse tempo... Tenho saudades de o carregar ao colo e de me emocionar ao sonhar para ele tudo o que de melhor o mundo teria para lhe dar! Mas o mundo dos miúdos é muitas vezes consequência dos atos não pensados dos adultos e este mundo é tão pouco justo para as crianças. Estas, e o meu ratinho em especial, só deviam ter coisas muito boas!!!
Mas, e apesar de tudo, ainda quero manter - a custo de uma grande dose de teimosia - o copo sempre meio cheio e não o contrário! Por isso, a vida vai me dando também a hipótese maravilhosa de ser a tua "tia quase mãe", e eu vou aproveitando cada instante como se de um tesouro único se tratasse... Aliás, é um tesouro único!
São muitas as vezes em que nem sempre tudo corre como nós queríamos, chateio-me com ele muitas vezes porque é desorganizado, esquecido e um pouco p-o-r-c-o (ups! vais crescer traumatizado sobrinho!!!). Mas é a verdade! Eu ralho-lhe quando nos cadernos encontro desenhos por toda a parte, rabiscos que não são mais do que provas de distração e uma letra tão ilegível que temo pelo seu futuro... Fico triste sempre que ele chateia a tia, que grita (quando não são coisas piores) com a avó e que finge que não ouve o que eu digo. Fico louca quando reclama do comer que está na mesa e depois come que nem um condenado. (...) Mas, depois derreto-me ao ver o miúdo grande que está, atencioso com os mais velhos, preocupado com os problemas dos outros, sensível ao mundo em seu redor...
Mas, no fundo, sei que tenho muita sorte! A vida juntou-nos e eu, sempre soube, desde o dia em que vi o meu pequeno rato cabeçudo e feio que iria cuidar dele de um modo especial. E hoje desespero-me cada vez menos.  

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Mostrar que "estou mais leve"!

Hoje resolvi dar também aqui pelo blog um toque de leveza. Os últimos meses (mais propriamente desde final de Novembro) foram muito difíceis, aliás demasiado pesados, cruéis e, às vezes, mesmo insuportáveis... Por tantas e tantas razões, coisas e pessoas menos felizes... Mas, porque felizmente sou uma pessoa "abençoada" as coisas foram possíveis de se transformar, de ficar mais fáceis, menos difíceis, mais doces e calmas...
Perdoar! Foi o primeiro passo e depois? Depois tudo mais deixa de fazer sentido tal como era. Tudo fica visível de outro prisma. Tudo fica bem mais leve. Eu também estou mais leve. Porque deixar de carregar certos pesos nos faz mais leves... E quero que aos poucos isso se vá notando, por aqui... e pelos meus gestos concretos!

segunda-feira, 15 de maio de 2017

#63 Frase da Semana


#2 Aos fins-de-semana acontece!

Mais um fim-de-semana grande e em grande!!! E, arrisco-me mesmo a dizer, que o maior de todos nos últimos tempos!!!
Mas, por muito que possa dizer sobre o mesmo, aviso já que é indescritível, não tenho as palavras certas para chegar sequer perto daquilo que vivi e senti este fim-de-semana em Fátima! Sim, estive em Fátima. Estive com o Papa. Vi o papa de perto. Estive com Nossa Senhora e encontrei a Paz e a Esperança! Fui, sobretudo, peregrina da esperança e da paz. Sarei uma ferida. E estou pronta para perdoar. Mas, vamos por partes então...


Quinta feira à noite foi mega louca: fazer uma mala mínima com TUDO lá dentro, ir às compras 2 e 3 vezes porque me esqueci sempre de qualquer coisa importante, tipo do pão. Acredito que era do stress! Mas a verdade é que depois de tudo pronto também não estava fácil de dormir. Já passava das 01:30h da manhã de sexta quando apaguei a luz e coloquei o despertador para as 05:30h! Na hora do despertar, recebia também uma mensagem com a imagem de amigos que já se encontravam no santuário. "ok vou ficar do lado de fora!" primeiro pensamento! "Só dormi 4 horas e se calhar nem vai valer a pena", pensamento seguinte... E depois a chuva que caiu durante a noite era assustadora e ainda havia previsão de mais chuva e... e tantos "is"... Mas pronto contrariando tudo lá saí de casa já com um ligeiro atraso (coisa habitual nas minhas rotinas!) apanhei o J. e pelo caminho também a I.B. e fomos quase os primeiros a chegar.
A partida para esta aventura, com o grupo quase desconhecido, deu-se na Ericeira e já estava prestes a acontecer! Um pequeno guião de oração nos acompanharia e agora era apenas fazer-nos ao caminho! Rumo a Lisboa, apanhamos o comboio para "Chão de Maças" e depois daí fizemo-nos literalmente aos caminhos... E foi mesmo fazer caminho!!! Neste caminho houve tempo para tudo: para comer, rir, meditar, conversar, rezar, silenciar, partilhar, repensar na vida, tomar decisões e sobretudo encontrar as razões para "ainda" valer a pena estar neste Caminho! Uma breve conversa com o Pe TF ajudou bastante a perceber que há coisas que temos mesmo que retomar e fazer. (E eu vou fazer!) A tarde custou um bocadinho mais e houve momentos em que caminhei sozinha propositadamente para puder rezar e rezar e rezar e... e enfim encontrar aquilo que já só encontrei no Santuário: o abraço da Mãe!


Na entrada em Fátima o grupo estava partido em dois. Os que caminhavam mais devagar, à tarde perderam-se e seguiram outro caminho. Por isso esperamos por eles nas traseiras da igreja onde os pastorinhos e hoje Santos de Fátima (Jacinta e Francisco) foram batizados. A mesma igreja para onde o Francisco fugia, não indo à escola,  para estar a fazer companhia ao "Jesus Escondido". E eu, por breves momentos, fiz o mesmo! E foi tão bom...


Depois o grupo voltou a ser um só e já de novo a caminho, com o santuário a cerca de 15/20minutos, avistamos o helicóptero do papa, vimo-lo pousar não muito longe do local onde estávamos e a certeza de que já não estaríamos no santuário ao mesmo tempo que Ele nesse momento foi total! Mas, porque estávamos numa terra abençoada, um policia diz-nos que O podíamos ver numa estrada um pouco mais à frente! E foi assim mesmo que aconteceu... Esperamos um bocadinho junto às grades, conversei um pouco com uma senhora que nitidamente não estava ali pelos mesmos motivos que eu e depois lá vi, bem de pertinho o Papa Francisco. Este é o 2.º papa que vejo pessoalmente e em circunstâncias muito idênticas, mas garanto que a felicidade de estar com o seguidor de Pedro será sempre única! Fiquei mesmo feliz e, achei - erradamente - que só por aquilo, por ter visto de perto o Papa, já tinha valido a pena! Continuamos o caminho e, mais à frente fomos impedidos de avançar e assim acabamos por voltar a ver o Papa. Algum aperto e, momentos depois estávamos finalmente a entrar no santuário...


Só quem caminha para Fátima, principalmente disposto a fazer caminho, é que sabe o que se sente quando lá chegamos. Quando chegamos junto da Mãe! Podemos estar cheios de dores, cansados, exaustos, doridos, cheios de feridas da alma e do corpo... mas tudo passa quando A vemos, quando Ela nos abraça! E, inesperadamente, Ela de facto, desta vez abraçou-me mesmo!!! Com um dos melhores abraços que já recebi na vida... (E eu até sou uma pessoa que abraça bastante!) Nossa Senhora, mandou-me um daqueles abraços que se sabe (e sente) que só podia ser assim, sinal de que nunca estive ou estou sozinha, sinal de que as coisas acontecem simplesmente porque "tem que haver quem sofra" e sinal de uma marca fiel para quem, agora sabe, que foi ouvida pelo caminho... Estávamos à procura de um lugar para 40 pessoas, quando avisto um grande e especial amigo (Pe JS), que me dá um abraço "triplo" que me encheu de um misto de felicidade, paz, esperança, conforto e gratidão que não consigo sequer descrever... Foi a certeza de que agora sim, tinha valido a pena! A Mãe tinha-me acolhido "em seus braços" através daquele que não só é um grande amigo, mas sobretudo um grande pastor na igreja do Seu Filho!!! Houve depois hipótese de falar um pouco mais com esse amigo, de lhe contar das minhas coisas, da minha vida, das minhas dores, dos meus medos, das minhas crises de fé, dos meus anseios enquanto grande pecadora num caminho que nem sempre sinto ser o meu... E de perceber que estava pronta para fechar uma ferida e para perdoar! Nem sei se ele percebeu o bem que me fez...
Depois durante aquele fim de tarde e noite consegui encontrar e, sobretudo, reencontrar um monte de amigos, espalhados por este país fora e de receber e dar alguns abraços que não só selam amizades, mas sobretudo transmitem a tal paz e esperança que os "verdadeiros peregrinos de Fátima" tanto anseiam, desejam e proclamam... Entre os que se preparam para abraçar o caminho do sacerdócio (RS e o AV - uma novidade muito feliz!!!), aos que se estreiam no matrimónio, ainda consegui encontrar um amigo que já não via desde 2011... E, tal como o próprio dizia, "que bonito encontrarmo-nos aqui!"... Estes são também sinais de que o caminho nunca é feito individualmente, não estamos nunca sozinhos, para além de Maria e Jesus, há também pessoas que fazem caminho connosco... independentemente do lugar ou tempo em que caminham.
A noite e o dia seguinte foram tão mágicos, belos e cheios de paz e esperança... com uma felicidade singela e tranquila, que me levavam à exaustão dos sentimentos... As palavras do papa foram todas extremamente marcantes, as emoções estiveram muitas vezes à flor da pele e também a escorrer pelos olhos... E foi tudo tão bom! O "acordar" ao som dos passarinhos, o estar naquele local, o ouvir as histórias simples de vida dos pastorinhos, o puder estar naquele local sagrado a assistir a tudo aquilo, o cansaço e a certeza desta fé tão mais forte após a queda... Foi tudo importante, bom, necessário e apaziguante... Foi um fim-de-semana onde me reencontrei comigo, com o que sou, com o que Jesus me pede a cada difuldade, com a certeza de que "tenho uma mãe" que me segue no caminho. Foi o encontrar na paz e na esperança a simples certeza de que "Tu não fizeste nada!" mas, que Jesus me pede muito, me pede tudo! E por isso tenho, muitas vezes, também que sofrer... tal como no caminho... passar pelas dores, pelo esforço, pelo cansaço... e sobretudo, pela sensação boa de ser abraçada a cada chegada, a cada reencontro!
O retorno a casa foi molhado e abençoado, tal como nas JMJ! E o domingo foi tranquilo, entre a catequese, as longas conversas e o muito descanso!

E algumas fotos...
Não tirei muitas, porque estive sempre mais que fazer... :) Em resumo: estou em paz e feliz!